OCINÓRI - A Tasquinha do Irónico

quarta-feira, maio 17, 2006

Campo Pequeno


Habitualmente não sou um tipo intolerante, até porque não tenho idade para isso (é como o MEC que dizia que as crianças não usavam capacete porque ainda não tinham idade). Mas quando vi ontem nas televisões alguns bandos de gente fútil (vulgo jet7) a celebrar o hino a um acto medieval fiquei enjoado. Haverá coisa pior do que transformar em festa um acto prolongado de carnificina e tortura animal? Olhem que aquilo dói! - apesar que não ouvirmos a boiada aos berros. A unica boiada cujos berros são escutáveis é a que está sentada a aplaudir o acto sanguinário.
Mas mais: pelo que percebi terá sido criada uma empresa municipal que vai gerir aquilo (pelo menos parcialmente). E até vai dar algum trabalho porque 99% das lojas já estão comercializadas e tem mais de 2000 lugares de estacionamento subterrâneo. Mas não tenho pena dos administradores dessa sociedade com os quais, de certeza, não serão cometidas injustiças salariais.
Agora, que o edifício é estupendo, isso é. Pena é servir para maltratar a bicharada.
P.S.: o que a gente aprende: então agora a tourada é coisa fina?

5 Comments:

  • Como se diz em sotaque chiquérrimo olé?

    OLÉ!!!!!!!

    By Blogger Tentini, at 4:53 da tarde, maio 17, 2006  

  • eu acho que deve ser qualquer coisa como OLÊÊÊ!

    By Blogger Gustavo, at 7:19 da tarde, maio 17, 2006  

  • Numa época atípica e incerta, onde as diversas correntes da sociedade passam grande parte do seu tempo em defesa disto e daquilo, dos homosexuais, dos heterosexuais, dos pretos, dos brancos, dos azuis e dos amarelos, dos religiosos e dos agnósticos, dos ateus e dos ultras, dos nascimentos e dos abortos, parece de facto um non-sense a apologia de um espaço dedicado memorialmente às touradas e o ar de evidente satisfação que as pessoas influentes ostentavam, mais do que uma heresia, configura uma aberração social que se diverte com o sofrimento dos animais. Será que este espectáculo, de contornos sádico-bárbaros pretende também deixar um legado pedagógico aos nossos filhos? Ou, seguindo o argumento de uma entrevistada na TV, enquanto toda a gente não virar vegetariana, deveremos persistir nesta senda ignóbil de brincar com o sofrimento dos animais? Triste sociedade esta que considera o morticínio e tortura de animais com um acto de cultura e condecora e enaltece os seus autores. Gostaria de ver como eles se sentiriam se os metessem numa arena, ainda que perfidamente renovada, e os fossem ferindo, lente e letalmente, em prol de argumentos de grande elevação cultural, moral e tradicional. Pior que isso só a canção vencedora do festival da Eurovisão. Envergonhe-se sociedade proscrita!!!!

    By Anonymous Anónimo, at 12:02 da tarde, maio 22, 2006  

  • Lamento contrariar-vos, mas olé em lingua chique é
    "OLÉ, SEI LÁ!"

    By Blogger Rafeiro Perfumado, at 9:18 da manhã, maio 24, 2006  

  • Sabem os gatinhos? Aqueles bichinhos amorosos com os quais nos deliciamos a ver brincar, dormir, rebolar, sentir os seus pelos entrar no nosso nariz de tanto os esfregar na nossa cara??
    Por ventura alguma vez tiveram oportunidade de ver esses anjinhos
    "brincar" com um rato atordoado pela mãe e deixado assim, meio morto meio vivo, para servir um simples propósito. E sabem, eles conseguem tar horas a brincar com o outro bichinho (já alguma vez viram um ratinho bebé?) que simplesmente agoniza.

    Vá, digam lá, “mas isso é o curso da natureza, eles fazem isso para sobreviver, é um processo de aprendizagem, ELES NASCERAM PARA ISSO!”

    Ya, ya….. arranjem outro argumento….. Simplesmente os ratos ainda não conseguiram criar uma Declaração dos Direitos Fundamentais que fosse perceptível para todos.

    A tourada tem um papel social como qualquer outro, e tem uma importância social como qualquer outra. Quem la dá e quem la tira somos todos nós conforme nos convém.
    Já ouviram falar “Hierarquia das Necessidades” de Maslow?

    Cumpts, Lanka

    By Anonymous a estupida essência do ser, at 1:17 da tarde, maio 26, 2006  

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